20/06/2017

Todo artista tem um auto-retrato, né?

Olha, levou tempo pra eu ficar de bem em me chamar de artista. A consciência não tava ok com isso, achava que era pretensão. Mas veja só que evolução! Realizada essa etapa, pulei pra uma igualmente importante, afinal, toda artista que se preza tem que ter um auto-retrato, não é mesmo?

Eu achava que a minha parte favorita em filmes de animação era o storytelling. Ainda sou fascinada por isso, mas percebi como é divertido mergulhar nos traços diferentes de cada artista e narrativa. As cores levadas ao limite da realidade ou sem qualquer compromisso com ela são um deleite pros meus olhos. Conviver com essa descoberta tem me feito querer aprender mais e aplicar isso a minha própria arte (seja ela qual for). O primeiro passo, como eu já contei, foi uma aula de cor e luz que eu fiz com o Dan Cooper (desenvolvimento visual da Disney). A aula foi na base do método tradicional, então não teve nada de sair desenhando Branca de Neve por aí. Finalizado o curso, resolvi continuar praticando os mesmo princípios na pintura digital.

O iPad Pro é meu melhor amigo desde que eu comprei ele em novembro do ano passado. Do tamanho de um caderninho, carrego material pra fazer sketches, pintura, colagem… o que eu quiser. Pra colocar em perspectiva, se eu fosse uma criança, ele seria o meu laptop da Barbie.

A minha primeira pintura digital, feita com a assistência do meu namorado (que é craque em desenho realista), também foi gravada em speed-painting. O app que eu uso pra desenhar, ProCreate, faz o vídeo automaticamente e o legal dessa versão sem edições é que você consegue ver o quanto eu sofri desenhando a boca – tendo que parar pra estudar e tudo mais – e tomei uma decisão ruim na faixa da cabeça e tive que voltar atrás!

Enjoy :)

 

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Vem que tem mais coisa boa

18/06/2017

Exercício de gratidão: Eu ♥ Los Angeles

Não tem jeito. Tem dia que a saudade bate e só salva na comidinha brasileira com direito a café da manhã (tapioca), almoço (churrasco de frango com farofa e vinagrete) e janta (macaxeira com ovo), o Spotify ligado na playlist de música brasileira e muuito Facetime. Nos outros dias, uma das maneiras de lidar com a saudade é a técnica também conhecida como a hashtag mais utilizada do Instagram de praticar a gratidão. Calma, não corre pras colinas, tenta isso aqui antes de torcer o nariz: quando a sua mente reclamar de algo (ainda que com razão), tenta redirecionar a sua energia pra agradecer a oportunidade que tenha te levado àquele momento. Sempre tem uma, mesmo que seja a chance de aprender (e crescer).

Por exemplo:

O cérebro manda: Ai que saudade do Brasil, que solidão sem minhas amigas por perto.

Redirecionando a sua energia: A verdade é que sim, dá saudade, mas isso só é por que eu tive a oportunidade (incrível btw) que eu nem sonhava quando mais nova de morar em Los Angeles. Obrigada, universo, por me dar a chance de estar vivendo meu sonho, minha ‘vida de filme’ e por ter pessoas tão queridas, que fazem meu coração sentir amado mesmo com milhares de km de distância.

Não é papo de auto-ajuda não (ainda que não haja nada de errado nisso), mas a explicação desse exercício não vale nada se não tiver a experiência própria. Eu tentei por aqui e o resultado foi tão bom que me fez escrever esse post. A mente é uma coisa muito complexa, sorte que um monte de gente já estudou ela e chegou a essas conclusões pra poupar o nosso trabalho: é fato que pensamentos negativos estimulam mais pensamentos negativos, não tem nada errado com você, é a estrutura neurológica!

Em um exercício de 1 min, eu consegui mudar a direção dos meus pensamentos e rapidinho meu cérebro trabalhou fazendo as seguintes conexões:

  1. Los Angeles fez eu conhecer tanto do mundo (literalmente, aqui tem gente da: China, México, Armênia, Rússia, França… é só dizer a nacionalidade e você encontra aqui).
  2. É uma coisa linda saber que esse povo todo aí tem em comum a força de lutar pelo seu sonho. Uma paixão em comum. Você não está sozinho.
  3. A constante validação que é saber que você não é maluca por sonhar em trabalhar como atriz de Hollywood, artista da Disney, gravar o seu próprio álbum, com ilustração etc. A pergunta que eu mais vejo as pessoas se fazendo por aqui é “de aonde você é?”, seguida por “o que te trouxe a LA?”, essa última eu traduzo livremente para “qual sonho te trouxe até aqui?” ❤️
  4. Um flashback rápido me faz abrir um mega sorriso lembrando dos momentos maravilhosos, das conversas incríveis, das pessoas iluminadas que eu conheci por aqui (incluindo o meu namorado 💕). Quando penso assim, a saudade me parece um preço justo a pagar.
  5. As comidas. Sério. Eu falei que aqui tem gente do mundo todo né? E com elas vem parte da cultura de cada lugar. Abri todo um horizonte de comida asiática que eu nunca tinha parado pra pensar e de outros lugares também: ramen, bibimbap (já ouvi de um nativo que é a melhor comida coreana do mundo fora da Coréia), boba tea, comida mexicana – de verdade – e a minha atual favorita, comida de Borneo (uma ilha dividida entre a Malásia e Indonésia). ~Dizem~ por aí que a comida de lá é essa maravilha por que a ilha é estrategicamente posicionada de um jeito de tem influência culinária dos grandes países da Ásia, reunindo o melhor de cada cultura. 🍜

 

Macarrão de ovos e frango preparado de um jeito que só os asiáticos sabem, um sabor que olha, eu nem sei o que dizer.

Termino esse post convidando você a fazer esse exercício: qual é uma situação na sua vida que às vezes te deixa pra baixo? Você consegue ver algo nessa mesma situação que na verdade faz você sentir gratidão?😊 Compartilha comigo que eu quero saber!

 

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Vem que tem mais coisa boa

18/06/2017

Eu fui acampar (e riscar um item da minha bucket list)

Faça uma bucket list honesta, você provavelmente vai notar que há itens nela que nem são tão difíceis assim. Se você for como eu nesse sentido, pode ser que passe anos com aquela ideia em algum lugar na cabeça, a minha era “queria tanto acampar”. Quando eu morava no Rio, o meu objetivo (nunca realizado, snif snif) era Ilha Grande, quando cheguei na California, logo decidi, Yosemite (com documentos para provar). É até difícil explicar, mas tem certas coisas que a gente não sabe por onde começar, surfar por exemplo: começo sozinha? Busco uma escola? Peço pra algum colega ensinar? É assim que o mundo trabalha: certas coisas são fáceis para algumas pessoas, algumas parecem do outro mundo para outras.

Para a Paula de 1 ano atrás, ter um canal no Youtube (apesar de uma ideia muito empolgadora) era algo de outro mundo, no estilo ‘não sei por onde começar’. Mas vejamos aonde estamos só caras coleguinhas: fui acampar e fiz um vídeo sobre! E né por nada não, mas tá muito lindão 😍. Vem ver e não se esquece de se inscrever no meu canal!

 

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Vem que tem mais coisa boa

27/04/2017

Fazendo aula de cor e luz com um artista da Disney!

Woo-hoo. Poucas coisas são tão boas quanto a sensação de um projeto sendo encaminhado (ainda mais quando envolve Disney de alguma maneira). Vou te contar, viu, não foi à toa que eu adiei tanto isso de criar meu canal do Youtube. Além de tecnicamente desafiador, uma batalha constante entre “você consegue”, “miga, pára que tá feio” rolando no cérebro e a vontade intensa de querer transformar tudo em vídeo, posso dizer que tá definitivamente fora da minha zona de conforto.

Vídeo 2 saindo do forno e a vontade de compartilhar mais descobertas só aumenta! Lembrando que qualquer feedback, dúvida ou pensamentos são bem vindos. A principal intenção desses vídeos é criar um diálogo pra que a gente se ajude a ser mais criativo e a não deixar o medo de errar impedir de criar!

Em breve subo post aqui com as pinturas e detalhes sobre a aula de Cor & Luz com o Dan Cooper (da Disney) que eu concluí recentemente que ficaram de fora do vídeo. Enquanto isso, senta e assiste! :)

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Vem que tem mais coisa boa

04/04/2017

Novidade no Youtube!

Hello pessoas belas e pacientes – só assim pra continuar a me dar ousadia aqui no blog. Tô muito feliz que finalmente juntei energia pra criar o meu canal de vídeos no Youtube. A intenção é compilar um monte de informação bacana sobre moda e carreiras criativas que eu venho descobrindo com as minhas explorações mundo a fora. Falar sobre coisas boas e não tão glamurosas sobre trabalhar com o que você ama e o caminho até lá.

Eu estou especialmente animada pra conversar com gente que tenho conhecido por aqui sobre cinema e animação. Será que todo mundo que trabalha na Disney ama o trabalho? Tô descobrindo que não é tão simples assim. Aliás, tem espaço pra pessoas da moda lá? Sabia que Moana foi o primeiro filme de animação a ter uma pessoa de formação em design de moda trabalhando com a equipe pra desenvolver os figurinos? Também quero falar um pouco dos eventos e oportunidades que tenho tido de frequentar por aqui, exemplo: uma apresentação com os criadores de Moana sobre o processo criativo, incluindo fotos e vídeo de pesquisa, rascunhos que foram usados e/ou descartados que eu fui depois de ver o filme e fez o meu coração sacudir de empolgação!

Enfim, não vai ser o seu típico canal do youtube com perguntas e respostas sobre mim por que…er, eu não sou tão divertida assim, MAS, os próximos vídeos estão muito legais. A minha ideia é reunir as informações que eu queria ter tido quando estava escolhendo minha carreira e mal sabia das opções que esse mundo me guardava (beijos Paula de 2009 presa numa coisa chamada faculdade de direito). Se inscreve e compartilha com alguém que você acha que pode gostar/se inspirar que eu prometo caprichar cada vez mais no conteúdo! Ah, e me fala o que achou aqui nos comentários. Beijo :)

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Vem que tem mais coisa boa

26/10/2016

Look Parka: outono finalmente chegou

Eu comecei o blog pra ter um espaço aonde colocar as minhas ideias criativas. Anos depois, tenho sorte de trabalhar com moda e ter uma rotina muito mais criativa, e veja só que ironia… falta tempo para o blog! Mas, esses dias senti aquela saudade de fazer algo só pela intenção de me divertir, tipo brincadeira de criança e é assim que volta o look do dia. Fora que estação que dá pra usar parka é a melhor estação, há quem diga que é a razão pela qual me mudei pros Estados Unidos. Tem coisa melhor que um abraço em forma de parka em dia de chuva?

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Saia: Topshop

Parka: Free People

Tênis: Steve Madden

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Vem que tem mais coisa boa

24/10/2016

Diário de viagem #1: Cidade do México

Eu sempre achei que dizer que amo viajar era uma redundância desnecessária. Quem, em sã consciência, não é apaixonado por viajar? O que eu me dá informação valiosa sobre alguém é que tipo de viagem ela gosta. Para pra pensar: quais lugares você visita ou gostaria de visitar? Qual é o ritmo das suas viagens? Como você prefere gastar seu tempo quando tá viajando? O meu estilo de viagem é exatamente dessa que eu acabei de fazer: muita história, lugar bonito, comida deliciosa e conversa com os locais. Assim foram os meus 5 dias na cidade do México que eu dividi em 4 partes pra compartilhar aqui. Vem dividir comigo o caso sério de wanderlust que eu tive só em editar essas fotos.

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Quero continuar lendo…

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Vem que tem mais coisa boa

23/10/2016

Como conviver com ansiedade fez eu me apaixonar pela moda

Diz se que a fórmula pra ser feliz é simples: viver no presente. Viver no passado é o que a gente chama de saudade, e no futuro, ansiedade. Pra mim, viver com a cabeça nas preocupações futuras sempre foi a única maneira de viver. Demorou até eu chamar ansiedade pelo nome por que, até então, eu só chamava aquilo de vida. Hoje, com a perspectiva que o tempo dá sobre situações anormais que muitas vezes normalizamos, passei a ver a conexão que a minha relação com a ansiedade tem com o meu amor por moda. Ou mais precisamente, com me vestir todos os dias pela manhã.

Não foi fácil identificar a ansiedade por que eu nunca tive os sintomas mais conhecidos: hiperventilação, suor, taquicardia, etc.. Eu aprendi com o tempo que há diferentes maneiras de reagir a ela, e a minha é a de congelamento. Sentir essa coisa que diminuía minha qualidade de vida e não ter nem um nome pra ela foi muito solitário. Espero que compartilhando isso aqui faça alguém se sentir um pouco menos sozinha, mais compreendida. ♥

Voltando ao congelamento.

Quando eu falo ansiedade, não tô dizendo aquele nervosinho antes de uma apresentação. Tô falando de um nível que deixa a sua rotina pesada e compromete a sua qualidade de vida. Por quê? Ansiedade mantém ansiedade, gera alterações químicas no cérebro que criam pensamentos negativos, alteram a percepção. Por exemplo, você é quimicamente mais predisposto a entender uma expressão como negativa. Bem difícil né? Isso tudo afeta não só os relacionamentos mas a auto estima. Imagina achar que todo mundo está entediado ou te criticando quando você fala, que seus amigos estão com raiva, ou pior, com vergonha de você? :(

A ansiedade já me impediu de fazer várias coisas, cancelar programações, ter noites de sono perdida, etc. Em fases de estresse, a dificuldade de sair da cama de manhã e enfrentar o dia era uma tarefa quase impossível. Muitos dias eu fiz o que o corpo pedia: me recolhi com os meus sentimentos e evitei o mundo (sem vergonha nenhuma nisso). Em dias mais amenos, eu adotei uma estratégia: um passo por vez. Escolher a roupa do dia, fazer a maquiagem e penteado sempre foi brincadeira quando eu era criança. Então, o que um passo por vez significava? Esquecer os desafios da vida, escola, trabalho, as vozes negativas dizendo que eu ia falhar em mil maneiras diferentes e focar em escolher um look bem divertido, seguir um tema (60’s, rock, hippie, etc.). Focar na brincadeira.

ps.: Moda não é tratamento!

Não quer dizer que depois de “entrar na personagem” a ansiedade ia embora. Só que a essas alturas eu já estava vestida e pronta pra enfrentar os desafios diários. Claro que focar na aparência não é um tratamento para a ansiedade ou qualquer outra condição clínica!! O que quero dizer é que pra uma adolescente (que não tinha nem nome pra aquele sentimento ruim), a moda passou a ser uma grande companhia.

É curioso pensar que as fases mais desafiadoras da minha vida (intercâmbio no Arkansas, morar em Paris, mudança pra o Rio) foram os meus momentos mais criativos em relação a moda. Quanto mais eu entrava na minha própria brincadeira, mais divertidos os meus looks eram, mais autênticos, mais eu. E daí eu entendi que moda, pra mim, nunca foi algo fútil, tentar parecer algo que eu não era ou ser refém de tendência. Moda sempre foi uma brincadeira, um contato comigo mesma quando meus monstrinhos insistiam em aparecer. E enquanto eu continuar vendo roupas, maquiagem e acessórios como uma brincadeira, eu vou continuar amando a moda. Você usa a moda e não o contrário.


Se você sofre de ansiedade, por favor, isso não é uma dica de tratamento. Faça um favor a mim e um bem a você, procure ajuda profissional! A vida é muito mais linda quando a cabeça está em equilíbrio. :)

Se alguém que você conhece e ama sofre de ansiedade, por favor, não use culpa como estratégia pra demandar atenção. Cuidado com comentários, desde algo inofensivo como “você não tem tempo pra amigos, tá sempre ocupada”, a algo como “você não pode parar a cada vez que sentir desconforto”, palavras tem poder. Use as suas para o bem.

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