17 de Abril de 2015

Como fazer açaí em casa

Estréia de categoria é sempre motivo de comemoração! E essa é uma que eu já quis começar há muito tempo. Já até perguntaram por que eu não falava de alimentação aqui no blog. Além de adorar comer e sentir um prazer imenso em cozinhar o pouco que eu sei, também adoro fotografar comida. Então não tem lugar melhor pra juntar tudo isso do que o blog né? Vou começar com uma “receita” tão fácil que não tenho nem coragem de chamar ela assim, haha, mas que sempre gera dúvida – sei que já gerou muito em mim! Como fazer um açaí delicioso e saudável em casa! Vem ver:

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Quero continuar lendo…

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14 de Abril de 2015

Óculos escuros: o que os meus dizem sobre mim

Eu adoro ver roupas como uma forma de expressar o que você é e o que você quer ser, mas, também, como uma forma de auto-conhecimento. Às vezes não se sabe ao certo por que escolhemos vestir “aquele vestido” tal dia ou comprar “aquela sapatilha” e não a da loja vizinha. Mas o distanciamento – cronológico – desses eventos podem dar mais informações sobre nós do que apenas se estamos na moda ou não. Esses dias eu me peguei pensando em cada óculos escuro que eu tenho e nas histórias que eles me contam. Resolvi ilustrar e contar pra vocês.

Nunca entendi pessoas que tem milhões de óculos escuros, essa nunca foi uma vontade minha. Isso não é papo de consumo consciente, é que os óculos são tão resistentes que não passam a mesma efemeridade das peças de tecido, entende? Eu, também, sempre preferi comprar menos e melhor, nunca me arrisquei em óculos da moda comprado no camelô, saúde não é só dieta e academia, né?

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1) Aviador

Veja só que coerência, os meus primeiros óculos na vida foram, também, os primeiros óculos escuros a serem produzido em massa, desde 1936, baseados nas máscaras que os pilotos de avião usavam.

A verdade é que eu queria ser cool desde os 14 anos, quando eu resolvi que queria investir meu dinheirinho em óculos aviador da Ray Ban – eu nem sabia qual nome era a marca, qual era o modelo, era uma entidade só. 2005 era uma época tão remota (leia-se diferente dos dias atuais) que lembro ter até vergonha de usá-los, tamanha ousadia para o meu tempo e ciclo social! Claro que isso não me impediu de comprar e me jogar, hoje já são 10 anos de companhia.

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2) Wayfarer

Esses óculos foram a confirmação que eu seguia com a vontade de ser cool, que o clássico – pero no mucho - sempre me encantou. Não sou exatamente uma pessoa de referências retrôs, mas de referências, sabe como é? Adoro uma peça que me lembre uma década, história ou personagem. E o modelo wayfarer é tudo isso, de Bonequinha de Luxo a Andy Warhol, com ele – meu modelo é todo amarelo por dentro – vou de artista à astro do rock.

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 3) Grandão

“Comprar menos” também significa seguir menos as tendências da moda. Com óculos escuros isso sempre foi uma verdade pra mim. Aos 16 anos, morei 1 ano nos Estados Unidos e saí ilesa à todo aquele mix glamuroso de óculos gigante como quem está fugindo de paparazzi + copo de Starbucks na mão. Mas, em 2009, quando passei 4 meses em Paris, vi que não era só um modismo.

Paris me fez passar por uma fase mais sofisticada e tava na hora de acrescentar à minha coleção um modelo menos tradicional. Eu sonhava com o Butterfly da Prada, mas custava uma fortuna e busquei uma versão parecida na promoção, da mesma marca.

Hoje, ele é um dos últimos escolhidos, grande demais para o mesmo rosto, mas traz boas lembranças.

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4) Gatinho

Óculos gatinho era um sonho antigo. Seguindo a lógica do clássico pouco convencional, ele é um modelo lindo da Dolce & Gabbana todo estampado por dentro.

Estava em algum outlet da vida e a vendedora falou as palavras mágicas: “não é todo mundo que segura um óculos desse não”. Pra mim, ser “diferente” sempre foi um elogio maior do que estar bonita.

Comprei, amei, me senti retrô, feminina e estilosa. Hoje, infelizmente vejo que não é um bom formato pro meu rosto, mas nosso amor vai além disso.

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5) Redondo

Ok, oficialmente, não aguentei e caí na tendência. Mas eu sempre espero ela “passar” um pouco pra ver se o desejo em mim é fogo de palha ou um novo amor. Acho que essa é a lógica das tendências né? Fazer a gente tentar coisas novas, mas sempre com análise crítica.

Esse aí foi amor, um John Lennon reformulado, de madeirinha que é pra parecer de brinquedo, com uma carinha natureba, mas tão moderno. O mais novo da prole, tipo uma página em branco, esperando fazer história.


As ilustrações foram feitas especialmente pra esse post, um mix de aquarela, fotografia (os óculos são os meus próprios) e palavras, por que as histórias vem em tantas formas, até em forma de óculos escuro, né?

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12 de Abril de 2015

Primeira semana na FIDM: como é estudar moda no exterior

 Já contei de forma poética o sentimento de vir para os Estados Unidos depois da minha graduação em design de moda, agora quero contar as questões práticas! Essa semana que passou foi a minha primeira na FIDM (Fashion Institute of Design and Merchadising) e quero dividir com vocês, desde o começo, como é estudar moda no exterior.

MUITA pesquisa antecedeu a minha viagem, mas tem hora que nem isso é suficiente, a gente precisa de um guia passo a passo – de preferência ilustrado – para entender processos e culturas tão diferentes. Então, para ajudar na sua escolha ou só matar a curiosidade, vou contar como está sendo o início da vida aqui em Los Angeles.

A FIDM tem 4 campus – OC, San Diego, San Francisco e, o maior e mais antigo, Los Angeles. Como eu disse, pesquisei bastante antes de escolher o curso, faculdade e país que iria estudar. Entre os critérios estavam: a oportunidade de trabalhar (os EUA facilitam com a emissão do OPT  para alunos internacionais), a qualidade de vida e um curso, dentro da moda, que fosse multi disciplinar na área visual – assim como eu, né? Escolhi o  curso de comunicação visual (o da FIDM é um dos poucos nos Estados Unidos) que abrange visual merchandising, produção de moda, produção de eventos e mais um montão de coisa interessante.
Pesquisa feita e processo de seleção realizado, aqui estou eu na primeira semana oficialmente como estudante da FIDM. As aulas mesmo só começaram hoje, mas já foram tantos eventos e informações legais que parece que já tô no pique, vem ver:
 

Dia 1 (06 de abril) – Registration day:

A gente pode estranhar alguns lados da cultura americana, mas olha, dá até um arrepio na espinha ver um sistema funcionando tão bem! Que eficiência!

Tudo o que sabia era que era dia de me “registrar”, e, naturalmente, a gente chega meio insegura sem saber pra onde ir. Lá embaixo, do lado de fora da faculdade, já tem alguém perguntando se você está pra se registrar, confere seu nome na lista, te dá um papel com toda a programação do dia e um crachá.

Na sala em que todo mundo se reúne, tem uma mesinha e um funcionário para te ajudar com as questões financeiras, conferir se você precisa fazer qualquer tipo de teste (matemática, inglês) e te enviar para o lugar apropriado.

Eu fiz teste de inglês, teste de matemática, depois fui ao setor financeiro receber todas as explicações necessárias e, em seguida, escolher, de fato, as aulas nas quais eu iria me matricular. Tudo muito bem assistido por funcionários da FIDM, é até engraçado ver a cara de alívio dos alunos novos, é tanta instrução que não tem como errar.

Dia 02 (07 de abril) – Orientation Day:

O dia mais badalado da semana, hehe. O primeiro passo, e talvez o mais importante, é fazer o check in e receber a sua programação do dia. Cada aluno é enviado para as palestras direcionadas a ele, seja a aluno internacional, de outro estado ou ao seu curso específico, há algumas atividades em comum, mas cada qual tem a sua programação personalizada.

Após o check in, eu tive a palestra de boas vindas, com a apresentação de todo o staff da FIDM, haja departamento e clube. Logo depois, fui para a reunião específica para o meu curso (Visual Communications), conheci a coordenadora musa que parece a Meryl Streep, sonhei em ser ela quando crescer e fui para uma palestra pra apresentar o portal online da faculdade (!).

O sistema online da FIDM é tão grande e complexo que precisa reunir os alunos novos para ensiná-los a usar: é nele aonde você faz o currículo, busca e aplica para empregos, recebe nota, se comunica (efetivamente) com os funcionários, baixa Photoshop, tem acesso ao Lynda, entre outras coisas mais, sei que pra muitas instituições isso não é novidade, mas, pra mim, ver isso tudo funcionando foi um sentinento inédito, haha.

Ainda sendo mandada de sala em sala, fui para um seminário, estilo feira de ciência, em que todos os departamentos do instituto eram representados em quiosques e os alunos circulavam livremente para conhecer e conversar entre si, pelo que pude notar, esses momentos de networking é algo bem comum por aqui.

Por fim, a gente recebeu nossa tote bag, que falam que é super necessária para carregar os materiais que eles entregam no 1º dia de cada aula e tirou a foto para a carteirinha da FIDM.

 

 

Dia 03 (08 de abril) – Orientation Day 2:

Ainda na continuação da orientação, quarta-feira foi dedicada aos alunos internacionais (e como tem estudante internacional na FIDM, gente!). Tivemos palestra e conhecemos toda a equipe que resolve os pepinos de visto, trabalho e tira nossas dúvidas. Além de conhecer um pouco o pessoal (tem gente da Nigéria, México, China, Japão…), também fomos atualizados de quantos alunos de cada país estão, hoje, na FIDM. Eu saí com a responsa de ser 1 dos 10 brasileiros por aqui!

 

Considerações gerais:

Tem sido tão pouco tempo, mas já deu pra perceber como a organização e eficiência é valorizada por aqui. Eles incentivam – e muito – adotar a prática do networking, tem até clube pra isso!

A divisão em departamentos parece ser um sistema que funciona muito bem. Tem uma porta pra bater quando se precisa de qualquer coisa, reformular o currículo, ajuda com os projetos e até preparação para entrevista de emprego. É legal saber que o papel de garantir emprego ao aluno não se resumo ao conteúdo da aula.

Falando nisso, a FIDM foca bastante no mercado, até para quem ainda está fora dele, eles tem feiras próprias para conhecer as oportunidades e levar gente da indústria lá pra dentro. Tem clubes direcionados a levar atividades extracurriculares aos alunos, como conhecer as melhores lojas para comprar tecido ou ajudar pessoas carentes com a escolha do vestido do PROM, bacana né?

Tem, também, uma revista, a FIDM MODE Magazine, que é feita exclusivamente por alunos, da escrita à produção de editoriais. Como a FIDM tem cursos de muitas área do design, moda e beleza, tem muita gente boa e o resultado é bem profissa!

Outra coisa que eles tão bem à frente do ensino de moda no Brasil é a valorização das redes sociais. Além de ter o próprio aplicativo, eles possuem um curso de graduação em Social Media e não economizam incentivos para trabalho na área e para a criação do próprio blog, yay!

Bom, por enquanto é isso por aqui. Tem alguma dúvida ou curiosidade em relação a estudar fora? Deixa um comentário aqui que vou fazer o meu melhor para respondê-la.

Ah, e relevem qualquer erro (só dessa vez, haha). Esse post foi feito pelo celular, por motivos de: ainda sem internet na nova casa! Bêjo

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Vem que tem mais coisa boa

11 de Abril de 2015

O blog tá de layout novo!

Vamos começar esse post com um big YAY!!!! Só coisas boas a dizer sobre 2015 até então. Já tinha falado no post do blog planner que esse é um período de muitas mudanças. Acabei de me mudar do Rio de Janeiro para Los Angeles, começar a minha especialização e de fazer uma reformulação completa no blog. Naturalmente, com toda grande mudança, vem uma mudança de guarda-roupa.

Esse layout novo tem tanto significado pra mim que estou explodindo de felicidade só em escrever esse post, O post né? É aquela emoção de colocar um projeto novo no ar, designers saberão.

Muita coisa antecedeu essa nova fase: foram cursos online de planejamento de blog,  estratégia digital, branding, um curso maravilhoso de direção de arte no IED (ainda no Rio), uma imersão incrível nesse universo da blogosfera trabalhando com a Carlinha, do Modices, entre outras coisas pessoais.

Decidi que era hora do blog deixar de ser apenas portfolio. Agora vamos falar de moda e arte pelo lado “fazer” da coisa, botar a mão na massa: pintar, colar, desenhar, refletir, estudar fora e o mais fizer parte desse processo. Minha viagem para Los Angeles trouxe expectativas muito grandes, e com ela essa vontade de compartilhar – além de que foi um período de muita pesquisa e que nem sempre eu consegui as respostas que buscava na internet, então nada mais natural que querer compartilhar o meu lado!

Layout Blog Paula Guimarães

Tá, mas o que temos de novo?

Header: Talvez a maior mudança de todas, né? A colagem do topo foi a maneira que encontrei de mostrar logo de cara o que você vai encontrar aqui no blog a partir de agora, uma mistura linda de referências: vai ter coisa nova, vai ter coisa velha e vai ter muita arte!

Páginas internas: Estão atualizadas, com mais informações do que nunca e cheias de bom-humor. Dá uma olhadinha lá e me manda um recadinho.

Categorias: Agora elas estão bem definidas, pra me ajudar na hora de ter ideias de posts e ajudar também a você saber o que esperar a cada semana. Ah, e elas foram ilustradas por mim com tanto amor, dá uma futucada nos ícones da barra lateral, vale a pena!

Localização Atual: Olha, se eu me perco com a minha constante mudança de endereços, não quero nem imaginar vocês, agora tem área na coluna lateral só pra isso, atualizada a cada viagem!

Newsletter: Outra antiga ambição minha. Você cadastra o seu endereço lá na barra lateral e tem blog PG delivery! Pode ficar tranquila que a frequência é só 1 vez por mês e vai ter surpresinha boa pra os assinantes!

Imagens maiores: Sempre quis imagens ultra mega gigantes nos posts! Agora, a área pra o conteúdo aumentou significativamente e as imagens tão lindas e grandes.

Opção de “gostar” dos posts: Eba! Pra quem não gosta de comentar (sou dessas), agora você pode curtir os posts e 1) marcar a sua visita por aqui e 2) me ajudar a melhorar cada vez mais o conteúdo.

Opção de repinar as imagens: Olha, já me inspirei muito no Pinterest – pro blog, pra casa, pra cortar o cabelo – então achei que já tinha passado a hora de colocar as minhas próprias imagens por lá. Passando o mouse por cima das fotos, você tem a opção de dar pin nelas!

Rodapé: Um dos meus maiores orgulhos! Tá lindo e cheio de foto do instagram, vai lá embaixo dar uma olhada.

Opção de subir rapidinho: É só clicar no “Up, Up, Up!” que você tá aqui de volta.

Outras coisitas mais: Além de tudo isso, tem layout em grid nas páginas de categorias e tags, a opção de você compartilhar seus posts próprios quando for comentar aqui, campo de pesquisa lá em cima, rodapé dos posts que é um dos orgulhos da minha vida, entre outras surpresinhas que você vai descobrir com o tempo.

Grid Layout Blog Paula Guimarães

rodape

Ufa! Além de todas essas coisinhas pra deixar a sua visita mais divertida, também estou ultra-mega-orgulhosa por ter conseguido fazer, eu mesma, toda a parte de design e desenvolvimento do layout.

Até um tempo atrás, isso tudo era grego pra mim. Por conta disso, quando resolvir fazer o layout antigo, investi num visual minimalista, por que quanto mais simples, menos chance de errar né? Mas sinto que esse agora – foi um grande passo ein? – tem bem mais a personalidade do blog e eu não poderia estar mais satisfeita! Haja aula de CSS.

“Feito por mim” não quer dizer que não tive ajuda, né? Muuito obrigada aos envolvidos: meu namorado e fiel escudeiro Rafael e as minhas designers lindas Luisa, Carol e Analice pelas opiniões insubstituíveis! :)


→ E você? Me conta o que achou. Qual a sua parte favorita? Nesses períodos de troca de tema é normal ter confusão (ainda mais considerando que sou iniciante nisso), então, se achar algum erro, me avisa tá? Aproveita pra estreiar a novidade e clica no coraçãozinho aqui pra eu saber que você gostou.

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Vem que tem mais coisa boa

31 de Março de 2015

Presentinho: blog planner

O que marca uma nova fase da vida? (    )  Uma mudança de visual (    )  Uma viagem (    )  Uma troca de layout no blog (    ) Um blog planner maravilhoso. (X) Todas as alternativas, por favor. De viagem marcada, decidi repensar o blog, traçar meus objetivos e resolver de uma vez por todas esse meu sério problema com a frequência de posts. Pra isso – entre otras cositas más –  desenhei um blog planner lindxo e prático pra atender às minhas necessidades e tô disponibilizando pra você baixar também, yay! Afinal, mi necessidades su necessidades.

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Fiz bastante pesquisa em busca do blog planner perfeito (o da Sernaiotto foi uma baita de uma inspiração), mas não achei nenhum que se encaixasse nas atividades que tenho aqui no blog, a maioria inclui resenha de produtos / organização de publi posts, o que é totalmente dispensável pra mim. Então fiz o meu próprio, tendo em mente as necessidades de um pequeno blog em crescimento.

Se você é como eu e quer: organizar a frequência e distribuição dos seus posts, ter mais ideias de conteúdo e colocá-las mais em prática sem se perder nas tarefas bloguerísticas comuns – responder comentários / e-mails, cuidar de hospedagem, manter textos internos atualizados, avaliar resultados x metas e por aí vai… Então, esse planner vai funcionar tão bem pra você quanto tá funcionando pra mim.

Essa história com organização começa durante o meu TCC. Eu, extremamente atrasada no cronograma, travada e sem inspiração resolvi que era hora de mudar a direção das coisas. Liguei pra minha amiga Luisa, disse “precisamos conversar!”, diagramei um super arquivo no Indesign com todas as etapas que faltavam pra concluir o projeto e, cuidadosamente desenhei 5 estrelinhas vazadas ao lado de cada, pra que ela pintasse a quantidade de estrelinha equivalente à prioridade da atividade. Dá pra imaginar que gastei um tempão nisso, né?

Luisa, jeitosa que só ela, riu da minha cara, riscou toda a folha (ok, era meio inútil mesmo), disse que eu merecia um croque na cabeça e mandou eu dedicar meu tempo ao que realmente importava: fazer o projeto de conclusão.

Vai-se o TCC, fica essa minha vontade louca de organizar e planejar tudo da maneira mais lindinha e personalizada possível, é por isso que esse planner tem:

  • Lindeza pra dar e vender
  • Template pra fazer o seu próprio guia de estilo (super útil pra consulta rápida e pra os momentos que falta inspiração)
  • Uma lista das categorias (+ breve explicação de cada uma pra deixar tudo bem claro pra você e algum possível funcionário / colaborador)
  • Calendário mensal de abril de 2015 a março de 2016 (+ truque pra organizar e remanejar seus posts sem rasurar essa coisa linda feita por mim)
  • Brainstorm de conteúdo (atividade que você deveria fazer pelo menos 1x ao mês)
  • Status dos posts (maneira fácil de ter em vista a quantas anda cada post e analisar o que falta pra ele sair do rascunho)
  • Lista de tarefas (por que nem só de posts vive um blog)
  • Área para sketches (uma área pra sair da mesmice e tentar novas ideias – montagens, ilustrações ou o que der na telha)
  • Organização de newsletter (quais posts merecem destaque, ideias geniais pra o texto e, hmmm,  que tal dar um tema pra cada news que você envia?)
  • Balanço do mês (pra colher os frutos de tanta organização e ver que todo o trabalho tá valendo a pena)
  • Amor nas entrelinhas.

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Bom, espero rechear mais essa tag “presentinho” com coisas bacanas pra você usar e/ou imprimir. Se gostou e foi útil pra você, compartilha com os amigos, divulga o blog por aí, posta no instagram e me marca (@paulaguimaraes) ou comenta aqui que eu vou adorar receber um feedback!

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Para imprimir e usá-lo da melhor maneira possível você tem algumas opções:

Pouco trabalho → leve o arquivo PDF na xerox mais perto da sua casa e peça pra imprimir em A5, frente e verso e encadernar. Seja feliz.

Médio trabalho → imprima em casa o arquivo PDF com as configurações: imprimir livreto > duas páginas combinadas encadernação perfeita. Caso precise, faça testes até conseguir imprimir frente e verso. Leve para encadernar. Seja feliz gastanto pouco.

Muito trabalho (como eu escolhi, claro) → imprima em casa o arquivo PDF com as configurações:  imprimir livreto > duas páginas combinadas grampeadas no centro. Encaderne você mesma com toda a habilidade que você aprendeu no youtube. Seja muito feliz e fique orgulhosa do seu trabalho sempre que olhar para o seu planner lindão.

Para todas as opções acima, eu recomendo fazer uma capinha personalizada, que você aprende aqui.


Baixar o blog planner mais legal do ano (2015-2016)


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*Todas as coisinhas que eu faço e disponibilizo pra download aqui dão trabalho, e elas estão protegidas pela licença CC Creative Communs.

  • Você pode: ser incrível, divulgar e compartilhar o conteúdo aqui encontrado, desde que com os devidos créditos e links ao conteúdo original.
  • Você não pode: achar feio, distribuir como se fosse seu, utilizar para fins comerciais, transformar ou criar a partir E distribuir (só pode mexer se for pra uso próprio, ok?)
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Vem que tem mais coisa boa

18 de Março de 2015

Sobre mudanças e intercâmbio: mais um passo

intercambio

A minha história com mudanças e intercâmbio começou quando o meu irmão – 3 anos mais velho do que eu – resolveu fazer intercâmbio para os Estados Unidos. Eu, na época com 13 anos, acompanhei tudo com os olhos sonhadores de quem pensava “quero ser assim quando crescer”. Só que esse “crescer” veio dentro de 3 anos e em 2007 já era a minha vez de passar 1 ano longe de casa, num lugar que nem o mesmo idioma falava. Eu não fazia ideia do efeito dominó que esse tal de “passar um tempo longe de casa” iria me causar.

Dentre as experiências que eu passei por escolha própria, o intercâmbio foi, talvez, a mais difícil da minha vida. Mesmo com muitos momentos de diversão, pessoas queridas e experiências incríveis, foi problemático e sofrido – só pra ter uma noção eu troquei de família escoltada por 3 carros da polícia. Voltei pra casa torcendo pra o pessoal da agência não me chamar pra dar palestra ou compartilhar a experiência, por que olha, era capaz de muita gente desistir com as minhas histórias – mesmo eu amando elas.

Voltei pro Brasil com aquela sensação de dever cumprido e de quem, agora, tinha conquistado o direito de viver na zona de conforto, sabe? Pensei “passou, superei, agora é só contar o que eu vivi e me orgulhar”. Como se eu tivesse conquistado o direito de não precisar mais passar por isso. Eu estava errada de novo, nossas escolhas não se importam com esse tal direito.

6 meses depois, passei no vestibular para a turma que começava no segundo semestre: ou seja, tinha alcançado meu objetivo de entrar na universidade e tinha 1 semestre desocupado na mão. Como Estados Unidos já era território familiar, escolhi ir pra Paris estudar francês e passar o semestre (na verdade, 4 meses). Mais uma vez não foi uma experiência fácil, foi boa e válida, mas não fácil. Paris dá uma poesia pra todas as histórias que a envolvem – e pra vida – mas mesmo a capital da moda, do amor e da luz causa ansiedade e medo, causa a solidão de se estar longe de casa.

Não sei dizer exatamente em que momento as coisas mudaram, mas eu aprendi que as pessoas vivem diferente de mim, que eu posso, mas não preciso, seguir os passos dos meus pais, e posso, também, questionar a minha religião, que a minha saúde é um dos meus bens mais importantes e que eu sou a principal responsável por ela, e principalmente, como a arte importa, pra mim e para o mundo.

Também aprendi que desembarcar e não ter ninguém esperando por você pode ser desesperador, mas também pode ser um baita grito de liberdade, depende de como você vê.

Ir para um lugar desconhecido e cuidar de mim mesma passou a ser um prazer. Mais do que isso, acho que desaprendi a viver de um jeito que não esse.

A questão com mudança é que nenhuma ação é “mudança” em si. Se você se acostumou com aquilo, pode ainda sim ser uma experiência incrível, mas não é uma mudança. Mudança implica  sair da zona de conforto, sentir frio na barriga, é nessa área em que a magia acontece, que você faz coisas que não faria se estivesse no conforto do seu lar.

Tudo isso demorou – e muito – pra entrar na minha cabeça. Eu aos 16 anos me sentia sortuda em ter chance de ir para os Estados Unidos e ser uma autêntica líder de torcida. Eu aos 18 me sentia sortuda em poder comer croissant nas ruas de Paris toda manhã. De poder pegar um trem pra Londres e passar 1 semana estudando na Central Saint Martins. De poder pegar um trem de volta pra Paris por que eu queria assistir ao show da Madonna. Sortuda eu sei que eu era – e sou – mas aqueles meses significaram muito mais do que isso.

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Depois de 1 ano e meio de faculdade de direito na UFAL (dessa vez eu estava em casa), eu cansei; algo me incomodava, e muito. Eu não me identifiquei com o curso, e ficar ali, naquela cidade que eu sempre amei – e ainda amo – não era mais suficiente.

Por isso que digo que os meus intercâmbios para os EUA e para a França foram muito mais do que fotos bonitas e histórias legais. Eu teria coragem de trocar de curso por um muito menos tradicional e vir para o Rio morar sozinha se eu não tivesse tido essas experiências? Provavelmente não. Provavelmente não teria nem identificado o que me incomodava. Uma coisa que viajar e se aventurar te dá: perspectiva.

Hoje, devidamente formada e grata à tudo o que o Rio me ensinou nessa fase da vida, o meu passaporte está carimbado pra próxima mudança. No dia 23 desse mês, estou indo pra Los Angeles com passagem só de ida pra continuar estudando essa arte que eu descobri ser uma parte tão grande de mim. Vou cursar Visual Communications na FIDM por 15 meses.

E depois de alguns intercâmbios, muitas viagens sozinhas e algumas mudanças de endereço, como eu me sinto? Agradecida e solidária à Paula de 16, 18 e 20 anos, que, de certa forma, sentiu o que tô sentindo agora, sofreu e cresceu pra que eu possa, hoje, estar tomando essa decisão com o coração muito mais calmo do que as passadas. Que venha mais aprendizado, mais crescimento e mais aventura. E um obrigada bem lindo e recheado a minha família que fez tudo isso ser possível e ao meu namorado que não poderia me dar mais apoio. ♥

“Somewhere, something incredible is waiting to be known.”

Carl Sagan

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