12/04/2016

Los Angeles por outro ângulo

Quanto tempo leva pra conhecer uma cidade? Esses dias completei 1 ano de Los Angeles (say whaat?) e, por coincidência ou não, nessas últimas semanas também passei a conhecer a cidade de um jeito novo. Fui a lugares que nunca tinha ido, revisitei alguns com uma nova perspectiva, passei a chamar outros de meus lugares. Me lembrei das primeiras impressões que eu tive de algumas regiões da cidade e que eu insistia em manter: “muito de rico”, “muito perigosa”, “muito hipster”. Dei a chance de me questionar e me veio a pergunta: quanto tempo leva para conhecer uma cidade? 30 segundos? 1 dia? 2 semanas? 1 ano?

Los Angeles é aquela amiga arrumada demais, estilosa demais, que você quer acreditar que é legal e tem conteúdo, mas que cria toda uma camada externa que dificulta o processo. É aquela pessoa que é profunda e ao mesmo tempo parece que se esforça pra parecer superficial. É aquela que é 90% reality show, cujo vocabulário é feito de Kardashians e Jenners, que fala de roupas e maquiagens como quem fala de cesta básica, que escolhe o bar da night pela exclusividade do local. É também aquela amiga que quando a noite acaba tá falando de sentimentos e de auto-conhecimento, no final da tarde pula de museu em museu pra respirar arte e vive procurando restaurante pela história do local.

Algumas cidades, assim como pessoas, parecem facilmente decifráveis. Tanto que a gente tem ideias sobre elas sem nunca ter pisado lá. Cidade da Luz, Cidade disso, Cidade Daquilo. Parafraseando a escritora Chimamanda Ngozi, o problema do estereótipo não é que ele seja incorreto, mas que ele é incompleto. Talvez 3 segundos, 3 dias ou 3 meses pareçam suficientes pra conhecer uma cidade, se ela for unidimensional talvez. Mas, Los Angeles, assim como as melhores pessoas, é multi. Multicultural, multicolorida, multilíngue. E vou acabar o post sem responder a minha própria pergunta, mas estou aqui há 1 ano e a cada dia conheço uma nova cidade.

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1/25 feita em Los Angeles

Cabelo rosa é um oferecimento: Luisa Cavalcanti

Melrose é um dos meus centros para buscar inspiração em: arte de rua, vitrines fora-da-caixinha, street-style e, claro, backgrounds para look-do-dia, por que os melhores lugares são aqueles que tem de tudo um  pouquinho, né?

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Vem que tem mais coisa boa

20/01/2016

Oi ano novo e oi leitores novos!

Um bom tempinho sem dar as caras por aqui e qual não foi a minha surpresa ao saber do analytics que o blog deu um boom de visitas nesse final de ano. O meu chute é que teve muita gente procurando por blog planner pra começar o 2016 organizado (tâmo junto, galere)! Seja qual for o motivo, a casa virtual aqui tá mais movimentada do que nunca e eu precisava tirar um minutinho pra dar um oi bem especial pra todas essas leitoras novas e lindas. E não digo que são lindas por que quero puxar o saco não, viu? São mesmo. Tem um monte de carinha nova me seguindo nas redes sociais, comentando por aqui. Fico muito feliz de ver o blog se encontrando e esse montão de menina estilosa e criativa encontrando ele de volta! Sejam todas(os) bem-vindas(os)! Vamos aprender e se inspirar muito por aqui.

O final de ano foi bem movimentando (qual parte não foi, né? ô 2015 chêi das emoções…), mas estou de volta à Los Angeles tentando pegar o ritmo da rotina e prometo trazer novidades pra cá – tem desde corte de cabelo novo, desafios pra manter a criatividade trabalhando, à uma vontade/meta de ano novo de criar um canal no Youtube, ui!

Pra deixar esse post – rapidinho mas feito de coração – especial, quero dividir uma ilustração recente que eu fiz. Esteticamente, ela foge bastante do que eu costumo fazer, mas tem um significado bem especial pra mim e quero deixar ela aqui, de fácil acesso pra mim e pra quem mais estiver precisando ouvir essa mensagem. Ela foi feita como um presente para uma amiga que acabou me presenteando também, uma ilustração vinda da alma depois de um longo período de bloqueio, quer mais do que isso? Olha, fica a dica pra as fases de congelamento criativo: criar para uma pessoa que você gosta muda a perspectiva! No meu caso, eu me preocupei muito pouco com a “perfeição” e mais com o sentimento, o que foi uma experiência ótima.

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Para os momentos de tempestade nas nossas vidas, vale sempre lembrar que tem um céu limpinho e azul acima das nuvens. Às vezes basta uma inspiração profunda, às vezes a gente precisa pegar um avião e atravessar as nuvens, seja como for, o céu limpo ainda está lá.

Mal posso esperar pra dividir os próximos posts com vocês. Feliz 2016, povo lindo, bem-vindo à bordo!

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Vem que tem mais coisa boa

03/12/2015

O lado obscuro do talento

Um dia, sentadinha na sala de espera da psicóloga, uma capa da revista Galileu me chamou atenção. “O lado bom da depressão”, dizia o título da reportagem que eu nem terminei de ler. O que ficou comigo dessa capa não foram as informações da matéria – que eu nem lembro – mas uma lição que eu já tinha ouvido várias vezes antes e precisei ouvir mais outras vezes depois para realmente entendê-la: existe algo bom em algo tão obscuro como a depressão, assim como existe algo negativo em coisas boas. Recentemente, consegui decifrar uma angústia pessoal e passei a entender que há um lado obscuro no talento.

Acho que eu posso dizer, sem risco de soar presunçosa, que eu sou uma pessoa talentosa. Veja só, não estou falando em criar coisas belas ou em bater recordes, até por que esses determinantes de sucesso são influenciados por muuitas variantes além de talento, né? Estou falando de, quando pequenininha, ter começado com certa “vantagem” em referência a outras pessoas com habilidades como pintar, dançar, tocar, cantar etc. Pra mim, talento é o que se manifesta naquela primeira aula, ele é o empurrão e a voz dentro da gente que, quando experimenta uma atividade completamente nova, pensa “hum, eu sou boa nisso, quero fazer mais”. É o que faz a gente se dedicar às artes visuais e não ao vôlei, por exemplo.

Se identificou? Então acompanha só. Desde criança, a gente se destaca entre os colegas com determinada atividade (vamos usar o desenho para efeitos de ilustração). Com o tempo, os olhares encantados e os parabéns que a gente escuta vão se internalizando de alguma maneira; seja em forma de motivação para praticar, pra desenvolver a técnica ou em alguma outra forma bem mais sutil, quase, quase silenciosa. A gente vai crescendo, amadurecendo, e o mesmo acontece com os nossos desenhos, nem sempre no mesmo ritmo.

Qualquer trajetória de quem se aventurou com desenho inclui algumas das mesmas etapas. Todo criativo tem a voz daquele professor na mente enfatizando a importância de buscar o estilo próprio. Todos entendem a necessidade da prática para melhorar a habilidade. E, ironicamente, todos já devem ter ouvido que talento não é lá tão importante.

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“Talento é sorte. O importante na vida é coragem”. Manhattan (Woody Allen)

O que ninguém ensina, talvez por ignorância ou para não gerar pânico (compreensível), é que com o talento vem tarefas nada leves. Descobrir o estilo próprio é muito importante pra quem quer trabalhar com criação e ser reconhecido pela sua arte, sim. É, também, um processo de auto-conhecimento que nem sempre a gente está preparado pra enfrentar. Olha, envolve olhar pra dentro, enxergar coisas lindas e outras nem tanto; envolve enfrentá-las uma a uma, sem direito a desviar o olhar. Fazer arte é um dom que quem experimenta dificilmente tem a opção de não aceitar, mas que coloca o artista num lugar vulnerável e, às vezes, doloroso.

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“Você pode escolher coragem ou você pode escolher conforto, mas você não pode ter os dois”. Brené Brown

Não é à toa que ficar em frente a um papel/tela em branco pode gerar sentimentos tão distintos: prazer, alívio, entendimento, compreensão, mas também, tristeza, solidão, bloqueio, não ser bom o suficiente, não ter a técnica certa, não ter uma mensagem poderosa o suficiente etc. Muitas das pessoas que escolheram seguir a arte (ou seria a arte que escolheu as pessoas?) escutam que é preciso se descobrir, dando a ilusão que esse processo tem início, meio e fim.

A verdade é que as fases de descoberta e de criação acontecem paralelamente durante toda a vida. E esse processo pode ser lindo, autêntico, poderoso e necessário, mas, ele só vem se a gente permitir a vulnerabilidade.

É uma cláusula do contrato do talento que ninguém leu antes de assinar.

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“Vulnerabilidade é o local de nascimento da inovação, criatividade e mudança.” Brené Brown

 


Essa reflexão quase foi reprovada na regrinha não verbal que eu tenho de só postar mensagens positivas aqui no blog. Até que eu reli o meu próprio texto e entendi que essa é exatamente a mensagem. Não existe bom sem ruim e ruim sem bom. Percebi até que o texto virou exatamente o oposto quando eu o reli com isso em mente, uma mensagem positiva e libertadora, um convite à aceitação das coisas que vieram para nós, independente de escolha, seja ela a angústia de um papel em branco, seja ela a maravilha de um talento. Um brinde à criatividade.

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Vem que tem mais coisa boa

15/11/2015

Alerta de tendência: crise existencial digital

As aulas de pesquisa de tendência ainda estão frescas na memória: são 3 eventos o número chave pra determinar se algo tem o potencial de uma tendência ou não. Há um tempo vem pipocando por aqui, dentre as minhas blogueiras favoritas, avisos de férias da internet, hiatus do blog ou uma detox desse mundo de exposição, chame como quiser. Teve a Juliana Rabelo dizendo que tava cansada de “fazer as coisas pela metade”, o Santa Dose saindo do Facebook, o Quase de Manhã falando em se afastar da internet “pra se conectar com ela mesmo”. Acabamos de falar que 3 é o número chave né? Será que essas são evidências de uma crise existencial digital generalizada?

A cereja do bolo foi quando a Essena O’Neill anunciou que estava saindo do Instagram e o bafafá que isso gerou. Notem: o chocante não é alguém querer tirar um tempo off, mas o fato disso virar notícia. Alguém cansar de fazer parte de uma fórmula desgastada no Instagram não deveria ser surpresa nenhuma. Chocante mesmo foi a atenção que isso recebeu: mais de 200 mil pessoas começaram a seguir a menina depois dela anunciar a saída da rede social. O que isso diz sobre essas 200 mil pessoas? Talvez elas só quisessem ver “as cenas dos próximos capítulos” ou talvez elas, de alguma forma, se identificaram com a sensação de ser sobrecarregada pela sua própria imagem online, sejam elas insta-celebrities ou não. Talvez as pessoas estejam cansadas de produzir tanta informação – que muitas vezes, não tem nada a acrescentar.

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Ainda pensando sobre a aula de tendência, aprendemos que todo movimento gera um contra-movimento. De um lado – na aula, no trabalho, na vida pessoal – ouve-se falar TANTO em redes sociais, nas oportunidades de negócios que elas geram, na importância de ficarligadonasnovidadessempre, assim mesmo, sem espaço. Do outro, as pessoas começam a se esgotar e questionar se esse compartilhamento constante de informação é mesmo necessário. Alguém mais já notou como todas as pessoas tem mais seguidores a cada dia? Mil, 3 mil, 20 mil, 70 mil, 200 mil, 500 mil. Nunca parece ser o suficiente. Seguindo esse ritmo, um dia todos seremos famosos na internet. Isso significa dizer que, então, ninguém será famoso?

Assim como as redes sociais, um dia conhecemos o fast food, fast fashion, fast tudo. Depois, apareceu o slow food, slow fashion, slow design etc. Os inovadores, trend-setters da era digital, estão mandando a mesma mensagem que já ouvimos na moda e na alimentação: não, não precisamos receber ou fornecer novidadesatodotempo. Qualidade acima de quantidade. Será o movimento slow chegando aos blogs?

Eles começam a questionar a atual dinâmica, sabem que a internet não é a vilã, afinal, eles vão e voltam. O problema não está nas redes sociais – nem conhecemos uma vida sem ela – mas a cobrança invisível de produzir e absorver conteúdo novo a todo instante. Quanto mais, melhor. Se já é difícil ser você em um mundo que tá constantemente te dizendo quem ser, acrescenta a expectativa de alguns mil seguidores/leitores nisso aí. Não é impossível, mas é um obstáculo.

E essa nova tendência vem em forma de que? Abstenção de rede social? “Jogar fora” meio milhão de seguidores? Largar o blog pra sempre? Não necessariamente. A Helô Gomes passou por esse processo de recriação: tirou o blog badalado do ar, o Sanduíche de Algodão, e voltou com um portal mais íntimo, mais minimalista, mais reflexivo, que não segue deadlines e muitas vezes tem posts reciclados de reflexões do Instagram.

Qualquer processo é válido para entender qual formato nos faz mais produtivos e autênticos. Talvez estejamos começando a entender que não, quanto mais informação não é sempre melhor. Que não é preciso estar em todas as redes sociais, mas naquelas que nos identificamos mais. Que não é preciso expor as partes de você que estão desconectadas, que é tudo bem tirar um tempo pra si mesmo. Afinal, loucura seria seguir tanta gente e esquecer do principal, nós mesmos.

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Vem que tem mais coisa boa

04/11/2015

Link Love #2

Mais uma edição do link love! Ueba, pra quem tem PhD em começar algo e parar por aí, fico feliz em dar sequência a uma tag aqui do blog. Funciona assim: sempre que eu vejo algo (1) lindo que me arranca um suspiro, (2) inspirador que me faz sorrir, (3) contestador que faz eu me sentir compreendida, (4) reflexivo que me faz questionar algo sobre a vida, eu salvo nos favoritos e quando junta uma seleção de qualidade eu compartilho com vocês. A indicação da casa é clicar em tudo que tá valendo a pena!

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1) 7 desafios para os criativos

A Loma não cansa de me surpreender positivamente. O blog dela junta um monte de dica pra quem é das internets, seja de organização, estratégia ou de inspiração com tom de conversa amiga de quem sabe exatamente pelo que você está passando. 7 desafios para criativos é tipo um gabarito da vida real de quem sabe muito bem do que tá falando, vale ler e reler quando o coração pedir. Afinal, tem conselho que a gente precisa ouvir várias vezes: “não compare o seu começo com o meio ou final de ninguém.” ♥

2) A beleza da solidão em forma de ilustrações

Tem coisa que a gente teima em não aprender, aí vem a vida e ensina da maneira difícil. A beleza de ficar na nossa própria companhia é uma dessas. Eu sofri muito perrengue até aprender mesmo como cuidar da minha própria saúde, própria felicidade, própria auto estima e como dedicar tempo ao meu próprio bem estar. Talvez por isso, fiquei encantada com essas ilustrações do Belhoula Amir, que mostram a solidão de uma maneira leve e coloridinha, como deve ser.

3) Esse editorial que tá puro mel

A Vogue Australia de abril de 2013 (sim, old but gold) me proporcionou essas imagens lindas, com uma cartela de cor maravilhosa e serena, quase dá pra sentir o cheirinho. “The Sweetest Thing” fez meu coração pular uma batidinha de leve.

4) Um convite a refletir o consumo nosso de cada dia

Desde que assisti The True Cost tem alguma coisa presa na minha garganta querendo sair em forma de post. Comecei a pesquisar e os resultados foram tão esmagadores que eu não soube lidar, preferi me dar um tempo pra absorver melhor antes de trazer coisa negativa aqui pro blog. Então esse post sobre consciência de consumo do Modices serve como uma boa porta de entrada, ou melhor, um convite pra refletir. Se o vestir faz bem a gente, não é certo que faça mal a ninguém!

5) Essa receita de leite condensado… de amêndoas!

O que falar dessa receita de leite condensado de amêndoas que eu ainda não fiz mas já considero pacas? Fiquei com água na boca e vontade de passar um bom tempo na cozinha, dedicando atenção a nada mais além de mexer a panela no maior clima slow food.

6) A Jennifer Lawrence se cansando do que todas já deveríamos estar cansadas.

A Jennifer Lawrence de vez em quando “choca” a mídia. Eu acho chocante mesmo as pessoas precisarem ser lembradas de que as mulheres não vieram ao mundo apenas para serem femininas e bonitas, que quem escolhe o que as mulheres querem são, adivinha, as próprias mulheres e que ser assertiva e exigir os seus direitos tá longe de ser “exagerada”. Ela cansou do que todas devíamos já estar cansadas.

7) Um boost motivacional pra sair da zona de conforto

A verdade seja dita, tem mensagens que tocam tanto no repeat que a gente quase cria imunidade a elas. Mas, quando ditas com as palavras e o timing certos, dá vontade de correr para o abraço – virtual. A Thayná tá falando o meu idioma nesse post sobre sair da zona de conforto.

 

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Vem que tem mais coisa boa

01/11/2015

Inspiração de décor: transformando o studio em casa

Nessa próxima quarta-feira, dia 04, faz oficialmente 7 meses que moro sozinha. Woo-hoo. Três vivas para comemorar essa data: estou viva, saudável e pizza não se tornou rotina, o mesmo não se diz de Netflix. Muito além disso, eu aprendi a amar essa experiência, que delícia que é cuidar de você mesmo. Até aprendi a curtir limpar a casa, lavar prato, cozinhar. ♥ E o que falar de decorar o seu próprio espaço sem se preocupar com ninguém? N-i-n-g-u-é-m. Isso, como tudo na vida, tem seus 2 lados: sem a motivação externa, às vezes a gente se acomoda, se dá outras prioridades. Estou bem satisfeita com a carinha que meu studio tem hoje, mas tem tanta parede vazia e espacinho pronto pra ser preenchido com história. Resolvi que é hora de fazer isso e reuni as minhas inspirações de décor para, em breve, compartilhar com vocês o resultado final. Ó só.

Vamos comigo por categoria:

Paredes

O que não falta é arte linda das minhas amigas-artistas favoritas que tem mil significados especiais e me motivam a ser uma artista melhor. São tão lindas que quero molduras e composição à altura então tô estudando várias opções.

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1. Aproveitando cada espaço.

2. Até o chão, chã-chã-chão.

3. Todo tamanho e formato de moldura é bem vindo.

4. Misturando quadros e objetos tridimensionais.

Detalhes

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1. Sua nada ordinária cadeira

2. O que fazer com as ideias de tattoos que foram descartadas?

3. Transformando utensílios de cozinha em fofura

4. Um quê de Pinterest nos seus ingredientes

Fotos pessoais

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1. As bagunça tudo

2. DIY que quero fazer já

3. Wallpaper que me parece trabalho demais, mas o resultado é lindo, né?

4. Pra os que tem TOC

Estampas inesperadas

Nem tenho escada, nem pretendo comprar uma poltrona estampada dessa, mas quem sabe consigo aplicar a inspiração a objetos menos permanentes.
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1. Poltrona e um cenário retrô

2. Eu subiria essa escada mil vezes sem reclamar

Funcional / Decorativo

Em um ambiente “sem paredes”, certas coisas podem funcionar como um separador e ainda ter fator “mais espaço pra guardar coisas” ao seu favor.

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1. De escada a prateleira fofa

2. Arara industrial cool

Até breve com as mudanças feitas! :)

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Vem que tem mais coisa boa

29/10/2015

Conheci no Insta: Meera Lee

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De uns tempos pra cá, o Instagram anda um paraíso de ilustrações estilo fofo de aquarela  – e que bom que esteja. Uma artista em particular faz os meus olhinhos brilharem quando aparece no feed; talvez seja a cartela de cores envolvente e linda, talvez sejam as mensagens positivas de mindfulness. O perfil @merelymeeralee é daqueles que eu fico feliz quando vejo fotos novas e às vezes me pego sorrindo de volta pra elas. A Meera Lee mora no Brooklyn, NY, e já colaborou com a Free People, Urban Outfitters, Poketo e outras. Da série: as maravilhas que encontramos nas redes sociais.

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13/10/2015

O que eu aprendi com a LA Fashion Week

Finalizando a temporada de fashion week pelo mundo, essa semana (de 7 a 11 de outubro) rolou a LAFW por aqui. Muita coisa se ouve falar sobre as semanas de moda mais importantes, mas é só sair do eixo principal da moda que falta informação. Até então, eu nem tinha certeza se existia uma aqui em Los Angeles e, como boa apaixonada por moda, fiquei animada pra ver quais eram as particularidades dela.

Fui voluntária pra trabalhar no evento, entre o backstage e recebendo os convidados. No tempo “livre” entre as minhas aulas, estive lá na Union Station – em uma das semanas mais quentes do ano – pra finalmente matar a minha curiosidade e aprender coisas que eu nem esperava. Vem ver.

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1ª a chegar, backstage vazio

1. A grama do vizinho nem sempre é mais verde

A LAFW é a segunda maior semana de moda dos Estados Unidos – só perde para a NYFW. Então, não me entenda errado: sim, é um evento grande e que movimenta muito dinheiro. Mas, de perto, tudo fica um pouco menor, um pouco mais alcançável, um pouco menos intimidador.

Não vi todo um outro nível de inovação como eu esperava; tanto nas coleções desfiladas como na maneira de organizar e solucionar problemas. Já participei de trabalhos muito menores e menos “glamurosos” em que o nível de criatividade era alto, bem alto. Aprendi que cada evento tem a sua função e alcance, então, em tese, nada faz da LAFW um evento melhor do que o desfile acontecendo no seu bairro.

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2. Criatividade não tem relação com o tamanho da cidade ou a “importância” dela no mundo

Meus desejos de ano novo pra 2015 foram bem simples: criatividade e aventura. Vim para Califórnia, claro, em busca dos 2. Curiosamente, descobri que o tamanho da cidade ou a relevância dela pro mundo não necessariamente significa que as pessoas sejam criativas. Claro, referências culturais sim, misturas étnicas sim, passar perrengue sair da caixinha sim, entre outras coisas. Sou muito grata à oportunidade de estar aqui hoje, e sei que estou crescendo como artista, mas, não é a cidade por si só que vai te oferecer isso, muito menos uma semana de moda.

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3. Network não precisa ser só profissional

A FIDM, entre muitas outras instituições de ensino, reforçam sempre a importância de se fazer network; o que tem sido maravilhoso pra uma pessoa que sempre se viu como tímida como eu. Afinal, se você não conhece alguém que faz aquilo, é provável que você nem saiba que aquilo é possível. Mas, no caminho, aprendi que nem toda criação de rede precisa ter fins profissionais diretos.

Trabalhei com outras voluntárias na LAFW e vi como se conectar com pessoas parecidas com você pero no mucho pode fazer bem pra alma. Imagina só: uma menina da sua idade, com formação parecida, buscando a mesma carreira mas com histórias de vidas completamente diferente. É como ver por diferentes pontos de vista. Conheci uma menina que, assim como eu, é formada em moda, e, assim como eu, veio buscar começar uma carreira em Los Angeles; mas que já passou 1 ano vivendo no Havaí fazendo nada além de trabalhar vendendo açaí na praia, já imaginou que sonho? Atualizando a bucket list em 3, 2…

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Quando tem ensaio e ainda falta modelo chegar, chamam quem? A voluntária, prazer. Realizando sonho de criança de ser modelo sem neura.

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Selfie com a Dani

4. Fashion Week é o lugar pra se vestir like a fool

Já dizia o poeta: dance como se ninguém tivesse assistindo, cante como se ninguém estivesse ouvindo… Vista se como se a vida fosse uma fashion week (tá, eu inventei essa parte). Em outras palavras, vista se como quiser: de editora da Vogue a uma completa idiota – no bom sentido – por que… ninguém se importa. E, se ninguém se importa, qual é o propósito de se vestir? Se divertir, caso encerrado.

LAFW está aí pra provar isso. Por que será que eventos de moda em geral são O lugar pra se vestir como quiser, soltar a franga? Qualquer semelhança com o carnaval é apenas coincidência, será? People just wanna have fun.

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→ E vocês? Alguma experiência em eventos de moda que ensinou mais do que como se vestir “bem”? Me conta :)

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