Diário de Viagem: San Miguel de Allende, México

Diário de Viagem: San Miguel de Allende, México

Diário de Viagem: San Miguel de Allende, México

A primeira, segunda e terceira vezes que eu ouvi falar de San Miguel de Allende, foram seguidas de “você nunca foi lá? Mas é a sua cara”, então tava só esperando oportunidade pra ir conhecer! A cidade colonial, que fica no estado de Guanajuato, nem aeroporto tem. A população é por volta de 100.000 mas a sensação é de ser muito menor. É conhecida por ser destino de americanos aposentados e de todo tipo de artista e artesão. E recentemente foi considerada pela UNESCO como patrimônio mundial, o que fez com que a dedicação pra manter os prédios e cultura seja ainda maior.

Chegando lá

A única maneira de chegar em San Miguel de Allende é por terra – ônibus, shuttle, carro alugado ou taxis –  os aeroportos mais pertos são Cidade do México (3.5 horas), Querétaro (1 hora) e Leon (1.5 hora), foi esse último aonde pousei e já havia deixado o shuttle contratado (a opção de melhor custo benefício, apesar de não ser a mais barata).

Acomodação na cidade é bem fácil, hotéis ou AirBnb estão sempre disponíveis e a coisa mais importante é decidir se você quer ficar à pé próximo ao centro ou mais distante, sabendo que vai precisar alugar carro ou depender de taxis para se locomover.  O a desculpa motivo pra viagem foi visitar uma amiga, daqui mesmo de Los Angeles, que estava fazendo um curso de joalheira em San Miguel, então escolhemos um AirBnb perto do centro, a 5 minutos à pé do hostel dela e de todo o resto e foi muito incrível. A host, fofinha que só ela, deu até dica dos melhores points pra tirar fotos. Fazendo a sua reserva por esse link você ganha $40 de desconto! 😉

O que eu vesti

Claro que isso é muito mais uma questão de estilo do que de função, a verdade é que você deve vestir o que te deixar confortável. Exausta da vida de trabalho, eu quis botar pra jogo meu guarda-roupa férias e levei tudo de colorido/prático pra combinar com meu humor, e também branco/neutro e relax pra contrastar com o colorido da cidade. Acrescentei esse chapéu durante a viagem – por que tinha subestimado o sol – e fiquei mega feliz com uma malinha concisa porém divertida, aproveitamento máximo. Ah, sa-pa-tos confortáveis apenas, esqueça todo o resto. As ruas são de pedrinhas, surpreendemente escorregadias e você vai caminhar muito.

O que eu comi

Suspiro. Saudades. Fome.

Me avisaram com antecedência que San Miguel não é conhecida por restaurantes mexicanos super típicos. Sabia que lá tinha vários cafés fofinhos e outros tipos de culinária, então fui com mente aberta.

Os pontos altos gastronômicos foram:

Lavanda Café: Além de fofo, ambiente agradável e comida deliciosa, eles tem um menu cheio de lavanda – em café, em chá. Fofo. A depender da hora, se prepare pra pegar fila.

San Augustin Chocolates Y Churros: No México, tem churros em toda esquina, mas esse lugar é toda uma experiência. Churros, Nutella, doce de leite, chocolate, café, até atriz famosa dona do restaurante lá tem. Eu tinha visto errado no mapa e disse pra minhas amigas que era muito longe e não ia dar pra gente ir no nosso intinerário. Nos contentamos com um churros de rua até que, qual não foi a nossa surpresa, estávamos do lado!  😂 Claro que comemos de novo, uno relleno de cajeta, por favor.

Tacos Sabroso: Tacos também são encontrados em toda esquina, mas se você quiser experimentar um especial com sabores nada óbvios, vale a pena ir lá. O ambiente é bem descolado com mesas comunitárias. Tão descolado que eu já tinha ido longe na conversa com minhas novas amigas na fila do banheiro quando uma delas perguntou “você é amiga da noiva ou do noivo?”. E essa é a história de como eu fui uma penetra acidental em um casamento mexicano.

Mamma Mia: Esse restaurante foi the-one-that-got-away. Foi uma recomendação de uma amiga que disse que, além da comida deliciosa, também tem música muito boa às noites. Infelizmente, eu só consegui ir para brunch no último dia, então não experenciei a música, mas adorei de qualquer forma. Chilaquiles for life.

Quince: Mais sobre ele abaixo.

Mas, e a cidade?

En-can-ta-do-ra.

Uma disney mexicana, uma pedacinho de história, a definição de cultura viva. Coco: a vida é uma festa.

Tá, veja você mesma, claramente, não sei descrevê-la.

Valeu muito a pena:

Quince (o restaurante que eu mencionei ali em cima): San Miguel de Allende é linda de todos os ângulos, andando pelas ruelas ou com vista panorâmica das igrejas. Restaurantes rooftop são bem populares por lá. Sempre tomo cuidado quando o restaurante é muito famoso por algo que não seja a comida. Afinal queremos vista do pôr do sol, mas também queremos jantarzinho 5 estrelas, né? O Quince é os dois! Também fomos a outro que não chegou nem aos pés. Comida deliciosa, vista ín-cri-vel de toda a cidade e colada com a principal basílica, serviço super amigável e bons drinks. Ah, tudo isso e a conta foi $20 por pessoa (preço de uma refeição qualquer em LA). Chora no custo de vida de Los Angeles.

Artesanato: Falar que o artesanato no México é lindo é chover no molhado. Mas como uma boa apreciadora do trabalho feito à mão, eu gosto também de diferenciar o trabalho que caracteriza o próprio artesão do que é feito apenas para turista. O artesanato de San Miguel de Allende é um dos de mais altas qualidades e variedades que eu vi no México, por preços justos. Quando eu engajava na conversa sobre quem fez aquele trabalho e a pessoa dizia “eu mesma”, me sentia muito mais confiante em comprar.

Passeio de 1 dia pra Guanajuato: Não que tenha sido perfeito. Afinal, cometemos o erro de contratar um tour de 3 horas assim que chegamos na cidade. Pensamos que iria nos ajudar a visualizar a cidade toda em pouco tempo, mas as 3 horas se transformaram em 5! Uma eterna faladeira sobre coisas pouco interessantes, pesquise bem se for contratar um tour ou vá explorar solo! Independente dessa experiência, Guanajuato é uma cidade linda, diferente de tudo que eu já vi, cheias de túneis, ruelas e legendas urbanas, vale muito a pena visitar! A minha parte preferida foi El Callejon del Beso.

Poderia ter ficado de fora:

Escondido Place: Querendo fugir da principal águas termais ao redor de San Miguel, La Gruta, escolhemos a versão alternativa tentando escapar dos grupos de turistas. Estava vazio por uma razão: o lugar é super mal cuidado. Apesar das fotos bonitinhas, não foi tão relaxante quanto prometia. Pode pular!

Se você tiver chegado até aqui  e ainda quiser mais, vale conferir meus destaques de stories no instagram. Ficaram curioso pra conhecer San Miguel e o México? Me conta as suas impressões, dúvidas ou adendos nos comentários. Eu quero permanecer em negação e fingir que ainda estou nesse mundinho colorido e cheio de riqueza.

Planejando uma viagem ao México? Não deixe de ver os outros posts!

Parte 1: Teotihuacan       |      Parte 2: Mercados e Antropologia        |    Parte 3: San Miguel de Allende

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