Pose do guerreiro II

Pose do guerreiro II

Na primeira aula de ioga que eu fiz, eu já tinha decidido que aquilo não era pra mim. O professor falava muito devagar,  se movia muito rápido e não explicava o por quê de cada movimento – não me peça pra fazer nada sem me explicar o por quê! Saí com dor e uma verdade absoluta na cabeça: não gosto de ioga.

Muitos tempos e algumas experiências depois, a vida me levou a outra aula, em outro local, com outro professor. Eu digo “vida”, mas foi o classpass, um aplicativo que você paga mensalmente e te dá acesso a diversas aulas e academias na sua área. E então tive uma experiência completamente diferente da anterior, dessa vez positiva. Voltei pra mais outra aula naquela mesma semana, e, de novo, outra experiência nova! E assim continuou, 10 aulas e uma badge de “rata de ioga” depois, as experiências continuavam se renovando e me surpreendendo .

De todos os sentimentos que eu experimentei, o mais marcante foi como eu conseguia relacionar a experiência da ioga com as minhas experiências no dia-a-dia. Por exemplo, respiração é algo que a gente toma como certa, mas quando as coisas apertam (na ioga e na vida), é muito comum esquecer dela, então trazer atenção pra cada inspiração e expiração ajuda no dois cenários!

Outra coisa que eu fiquei feliz em notar é como o corpo se ajusta com a prática. Primeiro é um aprendizado desajeitado, uma batalha entre movimentos e respiração, depois vem uma conexão entre os dois que você nem sabe de onde saiu e, por fim, você consegue fazer algo que não conseguia antes, segurar aquela pose um pouco mais confortável do que antes, alcançar os pés quando antes mal chegava no tornozelo… exatamente como na vida.

Mas esse não é um texto sobre os benefícios da ioga (há muitos, acredite), mas sobre os benefícios da imaginação. Um dia, pós aula, tive uma ideia boba: comecei a pensar que talvez eu pudesse trazer a força, confiança e habilidade que eu sentia muitas vezes na ioga pra vida, mesmo em atividades que eu não dominasse. Lembrei daquele estudo da pose da mulher maravilha, que diz que trazer suas mãos fechadas à cintura, as pernas distantes uma da outra e respirar fundo como se fosse a maior amazonas da ilha Paraíso por apenas 2 minutos altera a sua capacidade de solucionar problemas!!

Talvez não seja tão bobo assim pensar que esse ser confiante, forte, poderoso, guerreiro(!) já exista dentro da gente e a prática de trazer ele à superfície é muito bem vinda, obrigada. Deixo aqui minha singela arte pose do guerreiro (que foi uma batalha pessoal à sua própria maneira) como lembrete e convite. Beijos e até a próxima!

 

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